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jul
20

Amigos, amigos – e negócios fazem parte

Em 2015, as amigas Ana Cláudia Villwock e Camilla da Silva decidiram começar a trilhar os caminhos do empreendedorismo. Graduadas em áreas completamente diferentes, se uniram em nome de uma paixão: a fotografia. Da parceria, surgiu a Duplica Fotografias, conhecida pelos registros que ajudam a eternizar momentos e torná-los inesquecíveis nas vidas dos envolvidos. Antes disso tudo, no entanto, a relação entre as duas começou de uma forma bem diferente. 

“Nos conhecemos em 2003, na internet. Naquela época, nos encontrávamos nos shoppings para ficarmos conversando e comendo doces. Estávamos em grupos em comum, com outras amigas que também se conheciam. Tínhamos câmeras digitais e logo depois surgiu o fotolog. É claro que não era uma ideia de negócio, mas foi ali que a fotografia entrou nas nossas vidas”, afirma Camilla. 

Unidas pela paixão em comum, decidiram investir nos cliques. O primeiro passo foi um curso profissionalizante, realizado no Senac. Lá, Camilla e Ana descobriram que a fotografia poderia ser muito além de um elo da amizade. 

“Começamos fotografando amigas e nosso primeiro trabalho pago foi o casamento de uma conhecida, algo muito importante! Tínhamos a vontade de fazer tudo certinho e soubemos de um programa do Sebrae que nos orientou. Distribuímos bem as tarefas de acordo com as nossas funções e deixamos tudo estruturado, o que fez com que o trabalho perdurasse", relata Ana. 

Neste ano, a parceria completa cinco anos de sucesso. Um dos principais fatores para isso, segundo Camilla, foi justamente a amizade inicial, que as uniu antes mesmo delas decidirem investir de forma profissional na fotografia.  

"Paciência, transparência e comunicação em todas as questões que envolvem a parceria profissional são indispensáveis. É preciso entender a si mesmo e fazer um bom trabalho interno para não passar nada que seja problema próprio para o outro e para a empresa. Além disso tudo, é necessário ter os mesmos interesses, uma sintonia muito bem alinhada. Quando isso está correto, tudo acaba dando certo”, garantem as fotógrafas. 

Os desafios, no entanto, aparecem da mesma forma. Por isso, é preciso ponderar as atitudes e sempre relembrar os propósitos iniciais que geraram a união profissional. 

“A amizade e a sociedade crescem em sintonia e vamos nos adaptando. Por termos essa abertura maior, podemos ‘escorregar’ e falar de uma forma que não deveríamos. Isso pode ir para o lado negativo, então sempre tentamos conversar para tudo dar certo. Não há uma cartilha para fazer essas coisas: a cada dia aprendemos um pouquinho. É como em qualquer relacionamento, que precisa ser construído de pouco em pouco para florescer”, destaca Ana. 

 

Negócios entre amigos

No Brasil, o dia do amigo é celebrado na próxima segunda-feira (20). Nos negócios, a amizade é fator importante e, segundo o presidente da AMIC (Associação de Microempresas e Empresas de Pequeno Porte do Oeste do Paraná) e consultor empresarial, Sandro Viapiana, histórias como a de Ana e Camilla são comuns. É preciso, no entanto, ter ponderação para fazer com que os negócios sejam prósperos – assim como a amizade. 

“Não é raro conhecermos empresas que são lideradas por sócios que, antes dos negócios, já nutriam uma relação de amizade. Essa relação anterior abre caminhos e facilita a troca de ideias, visto que os empreendedores já se conheciam e têm uma história juntos. Mas, pelos mesmos motivos, alguns problemas podem surgir. Por isso é preciso compreender os limites da amizade e dos negócios”, ressalta Sandro. 

Para isso, amigos que decidem empreender juntos podem lançar mão de várias ferramentas, como capacitações, consultorias e apoio de entidades que representam a classe empresarial. Na AMIC, por exemplo, o projeto Conecta oferece consultorias gratuitas nos mais diversos temas. Além disso, workshops, webinars e oficinas também podem fazer parte da agenda dos amigos empreendedores. 

“A relação dos empreendedores é importante, mas não suficiente: é preciso procurar capacitação e estar sempre atento às demandas do mercado”, conclui Sandro.