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out
18

AOS MÉDICOS, COM CARINHO!

Volte um pouquinho no tempo. Lembre-se das primeiras vezes que visitou um consultório médico. Era um misto de sensações, né? Aquele receio por não saber muito bem o que aconteceria misturado com a curiosidade e admiração por aquele cara todo de branco na sua frente. Não raras vezes, as cenas do consultório se repetiam em empolgantes episódios das brincadeiras em casa: brincar de médico é algo comum para quase todo criança. É natural querer seguir aquilo que nos causa encanto! Seja na infância, na adolescência, na fase adulta ou na terceira idade, a figura de um médico é sempre símbolo de proteção e cuidado.

Neste 18 de outubro, Dia do Médico, a Amic reforça essa admiração por esses profissionais que se entregam pelo próximo, que doam tempo e paciência para ver o outro bem. Para entrar nesse universo da Medicina e entender melhor essa missão, conversamos com três profissionais de Cascavel que ajudam a cidade a ser uma referência regional na área da saúde.

 

Jadir de Mattos

80 anos. 52 deles dedicados à Medicina. Conversar sobre a profissão com o médico anestesiologista Jadir de Mattos é ganhar uma aula de história, regada de boas lições. Formado pela Universidade Federal do Paraná, sua atuação começou em uma época em que ainda os médicos já saiam da faculdade executando, praticando e descobrindo os detalhes da profissão na prática. Para ele, o cenário atual da área é melhor hoje pelo nível de exigência do mercado. “Nós já saímos operando, enquanto para os médicos de hoje não se admite que comecem a trabalhar sem que estejam altamente especializados”, comenta Jadir. Mas de uma coisa ele sente muita falta e continuando pregando: aquela consulta mais demorada, aprofundada e cuidadosa que os tempos atuais não estão mais permitindo. “Hoje uma das maiores queixas é que os médicos são muito rápidos nas consultas. Falta humanização. Os profissionais precisam ter em mente que, muitas vezes, o paciente só quer te ouvir. Temos muito mais doentes da alma do que do corpo”.

Inclusive, é essa relação mais próxima entre paciente e médico que faz doutor Jadir acreditar que a internet trouxe uma importante contribuição: fazer com que as pessoas se informem mais e, por consequência, questionem mais os médicos. “Nos leva a estudar mais e a prestar mais atenção em nos sinais e sintomas. Nos leva a dar ainda mais atenção para o paciente, sem contar que estimula uma competição saudável entre os médicos”.

Depois de meio século dedicado à profissão, ele até tentou deixar os consultórios, mas não conseguiu e ainda permanece trabalhando. Para quem está sonhando agora com a Medicina, aconselha: “Eu daria um conselho para os pais de futuros médicos. Incentivem seus filhos a fazerem cursos técnicos antes de cursar medicina. Porque nosso país é carente de profissionais técnicos. O mercado estará sufocado em breve, enquanto os demais profissionais de nível técnico estarão em falta. Daqui 10 anos será esse o cenário”.

 

Fábio Scarpa

Se formar em Medicina e se especializar em cirurgia e urologia foi a concretização de um sonho de infância do médico Fábio Scarpa. Desde muito pequeno quis ser médico por um motivo: aliviar a dor das pessoas. “Existem muitos desafios, como mostrar ao paciente de maneira clara e satisfatória, que nem sempre o que ele quer é o melhor para seu problema. Mas existem muitas recompensas. Não há nada melhor do que ver alguém que esteve aos seus cuidados aliviado de seu sofrimento. Também é gratificante quando alguém chega para consulta, indicado por um conhecido que foi muito bem atendido”, conta.

Aos 42 anos, algo comum na rotina, tem sido convencer os pacientes de que, na maioria das vezes, a internet não é o meio mais confiável para um diagnóstico certeiro. “Hoje o paciente já chega falando o que acha que tem. Isso quando já não está se tratando, baseado no que o ‘Dr. Google’ receitou. Aí temos que voltar a consulta para seu início, para chegar no lugar certo. Na esmagadora maioria das vezes o paciente vem com o diagnóstico errado. A dificuldade, em alguns casos, é convencê-lo de que seu ‘médico virtual’ errou”, alerta.

Para ele, o cenário atual da Medicina no Brasil é preocupante pelo aumento desmedido de faculdades sem a estrutura necessária para formação de um bom profissional. “Atualmente estão se formando muito mais médicos que há 10 anos. Estes, por conseguinte, estão tendo mais dificuldade para conseguir uma vaga em um Programa de Residência Médica e até mesmo de se inserir no mercado de trabalho. Isso vai acabar futuramente inundando o mercado com médicos de formação duvidosa”, comenta doutor Fábio, acrescentando que as entidades médicas já estão se mobilizando para criar um exame de proficiência para que só exerçam a profissão aqueles que forem aprovados.

Por isso, para quem está entrando agora no mercado, a dica não poderia ser outra: “estude, seja ético em sua profissão e tenha sempre em mente que ajudar o paciente deve ser seu objetivo primordial. O ganho financeiro é uma consequência”.

 

O avanço dos exames: braço direito dos médicos para o alcance de um diagnóstico preciso

Para quem tem filhos hoje em dia, descobrir a gravidez e o sexo do bebê são coisas tão simples e naturais que mal dá para imaginar como era o mundo sem esses exames, né? Mas o farmacêutico e bioquímico Álvaro Largura tem uma boa história para contar para quem acha que foi sempre fácil assim. Quando começou a atuar na área de análises clínicas, na década de 60, era preciso comprar sapos e injetar a urina da mulher no animal para, dependendo da reação, descobrir se havia uma indicação de gravidez ou não.

Agora, com o celular ao lado, podendo analisar exames ali mesmo na tela, ele comemora os avanços tecnológicos que permitem salvar muito mais vidas.  “Antigamente existiam poucos exames e não eram muito confiáveis. Hoje não, tem muitos exames e eles são muito confiáveis.  Com a vinda da informática, a bioestatística cresceu muito e conseguimos emitir resultados que, se bem interpretados, chegam a um diagnóstico precoce. Nosso maior desafio é conseguir detectar doenças precocemente para evitar que a patologia se desenvolva”, comenta doutor Álvaro.

O menino catarinense se apaixonou pela área de saúde por conta da curiosidade. Aos 10 anos, vizinho de uma farmácia, os frascos e utensílios que encontrava no lixo farmacêutico o instigavam a estudar esse universo. Isso o motivou a se formar em Farmácia e Bioquímica em Florianópolis. Até hoje, aos 75 anos, respeitado mundialmente por seu trabalho com análises clínicas em Cascavel, essa curiosidade continua motivando-o diariamente. “Tem duas coisas na Medicina que são muito importantes: entender muito de bioestatística, e em segundo lugar, tem que ser um excelente detetive. O médico tem que usar tudo o que aprendeu sobre as patologias, mas tem também que entender muito sobre as imagens e os exames que podem o ajudar. Quando ele associa isso, faz uma definição mais precisa. Num futuro bem próximo isso vai estar dentro de um sistema informatizado, vai aumentar muito a eficiência do diagnóstico”, detalha.

 

Convênio Saúde Amic: há décadas facilitando o acesso das pessoas a tratamentos de qualidade

“Convênios como Saúde Amic facilitam o acesso de pacientes que não têm condições de procurar um atendimento médico particular, mas não querem depender do sistema público de saúde. Desse modo, a população fica mais próxima de um atendimento médico de qualidade, sem que para isso tenha que gastar mais do que pode”. (Fábio Scarpa)

“Os convênios vieram para ajudar essa população.  Na época, era preciso criar alguma alternativa, por que o Inamps (como era chamado o antigo ‘Sus’), não tinha um serviço de qualidade. E os convênios foram muito bons, deixam o paciente livre para escolher os profissionais”. (Jadir de Mattos)

“Somos parceiros da Amic desde que o convênio foi criado. Foi uma grande prestação de serviço para a população. Sem os convênios, a população ficaria muito desassistida. E o formato do convênio Amic deu muito certo”. (Álvaro Largura)